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PARCEIROS
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Meio Ambiente


   Para preservar suas riquezas naturais, Macaé criou cinco áreas de proteção ambiental. O município também possui Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e duas unidades de conservação federais, além de diversas áreas de preservação permanente definidas por leis estaduais e federais.

Áreas de preservação ambiental (APA)

- APA do Sana

   A Área de Preservação Ambiental do Sana foi criada em 2001, pela Lei Municipal 2172. A criação da APA do Sana teve como objetivos promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais; além de preservar e proteger a fauna, a flora e as belezas naturais, como as elevações rochosas, cachoeiras e vegetação, e ordenar o processo de ocupação. A APA é uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável dos Recursos Ambientais, e engloba toda a extensão do distrito, um total de 11,6 mil hectares.

   Com aproximadamente 2.500 moradores, o Sana é o sexto distrito de Macaé. Possui cerca de 800 residências, das quais 300 estão no Arraial do Sana, o centro comercial do distrito. As outras casas estão espalhadas pelos bairros e localidades de Barra do Sana, Cabeceira do Sana, São Bento, Boa Sorte, Boa Alegria e Serro Frio. O Sana conta com quatro escolas municipais, um centro cultural, uma creche e uma Unidade Básica de Saúde, com o programa Saúde da Família.

   A economia do distrito, antes baseada na agricultura, está aos poucos sendo voltada para o setor de turismo. O ecoturismo é a base da economia, junto com a agricultura. O maior desafio para o Sana é desenvolver o turismo sustentável, respeitando o meio ambiente, sua maior riqueza.

   Considerado um santuário ecológico, com uma área de Mata Atlântica e dezenas de cachoeiras, o Sana está localizado em um vale cercado de montanhas. A mata atlântica existente no Sana é do tipo secundária, e é no meio desta mata que brota a grande atração do lugar: as cachoeiras.

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Foto: Vavá - DESEMA

Parque Natural Municipal Fazenda Atalaia

   O Parque Ecológico Municipal Fazenda Atalaia, foi criado em 1995 em consonância com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. O Parque Atalaia está localizado a 27 quilômetros do centro de Macaé, possui 235 hectares - 75% de mata fechada - e é uma das poucas reservas de Mata Atlântica ainda intactas no Estado do Rio de Janeiro. O Parque fica na área da antiga Fazenda Atalaia, e foi usado como o primeiro manancial de abastecimento da cidade com água potável.
   O parque abriga remanescentes florestais de baixada do município. Jequitibá, vinhático, figueira, braúna, pau-d'alho, são algumas das espécies da flora encontradas no local. A fauna do Atalaia também é rica e mescla espécies comuns em sistemas abertos, como cachorros do mato, furões, lontras, macacos bugios, papagaios, tatus, gambás, entre outras.

   Além da proteção ambiental, o Parque Atalaia abrange uma proposta maior: a criação de corredores ecológicos, ligando o parque às reservas União e Poço das Antas, habitats do mico-leão dourado, proporcionando o deslocamento de diversas espécies de flora e fauna.

   No local, vai funcionar o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cerras) e um centro de pesquisa voltado para a educação ambiental e fiscalização da região serrana. O Centro de Vivência do parque é direcionado a realização de palestras para os estudantes e pesquisadores. No local foi aberta uma trilha de um quilômetro para visitação, além da já existente utilizada para fiscalização diurna e noturna no combate à caça de animais.

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Foto: Éliton Coelho 

Parque e Área de Proteção Ambiental do Arquipélago de Sant‘Anna 

   O Arquipélago de Sant'Anna fica a oito quilômetros da costa de Macaé. Considerado um santuário ecológico, abriga colônias de gaivotas e algumas espécies de aves que migram da América do Norte no período do inverno. É formado pelas ilhas do Francês, Sant'Anna e Ilhote Sul
   O arquipélago é considerado Parque Municipal e Área de Preservação Ambiental (APA), pela Lei Municipal 1216, de 1989. Em conjunto com a Procuradoria, a Secretaria de Meio Ambiente está reformulando a Lei, com base em legislações ambientais mais atuais e com as normas do Sistema Nacional das Unidades de Conservação.

   O Arquipélago de Sant'Anna é o único da costa fluminense que possui vestígio de civilização pré-histórica brasileira em ilha. A estimativa é que o arquipélago tenha 1.200 anos. As ilhas formam uma área de preservação ambiental e um parque municipal incluídos na Lei Orgânica do município. Uma das maiores atrações da Ilha de Sant'Anna, a maior do arquipélago, é a trilha que leva ao Farol. Inaugurado em 1901, o Farol oferece uma visão privilegiada de 360 graus de todo o arquipélago. A oeste é possível avistar Macaé, ao sul Rio das Ostras, a leste, o mar aberto, e ao norte, Quissamã. O Farol fica em um morro de 156 metros de atitude.

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APA da vertente do Morro de Sant'Anna

   Pequena área de encosta com remanescente de Mata Atlântica, localizada próximo ao Morro de Sant'Anna e o bairro Miramar, na área urbana do município. Foi criada pela Lei Municipal 1463, de 1993.

Parque Natural Municipal da Praia do Pecado

   Criado por decreto municipal em 2008, o Parque Municipal da Praia do Pecado é um remanescente de restinga em Macaé e uma reivindicação de duas décadas de ambientalistas, ecologistas, surfistas e outros militantes de causas ambientais da cidade. A prefeitura fez a desapropriação da área, de 170 mil metros quadrados, para a implantação do Parque, que terá plano de manejo próprio.

   De acordo com o decreto 097/2008, a desapropriação "é declarada de caráter urgente e tem a finalidade de proteger e conservar as características naturais e ambientais da área, objeto deste decreto, tornando-a passível de desenvolvimento sustentável para atender ao bem-estar da população macaense".

   A área de restinga da Praia do Pecado possui fauna e flora variados com espécies diversas de répteis, pássaros como canários e coruja-buraqueira e até sabiá-de-praia, que está em extinção no litoral brasileiro. A vegetação inclui espécies como cacto, goiabeiras, pitangueiras, bela-emília, flamboyant, espada-de-são-Jorge e pita.

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Foto: Claudia Barreto 

Unidades de conservação federais

- Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba

   
Única área de preservação dedicada à vegetação de restinga, o Parque Nacional de Jurubatiba é um dos maiores tesouros ambientais do país. Criado por Decreto Federal em 24 de abril de 1998, Jurubatiba é uma Unidade de Conservação Federal que tem como objetivo conservar e preservar, para fins científicos, educacionais, paisagísticos e recreativos, o patrimônio natural. O Parque abrange, além de Macaé, os municípios de Carapebus e Quissamã. 

   Com 14.860 hectares, sendo 44 quilômetros de costa, o Parque abriga 18 lagoas costeiras. A restinga de Jurubatiba é um trecho único do litoral brasileiro, o qual é biograficamente diferenciado das demais, através de processos ecológicos, de fauna e flora características. Recentemente foram identificadas espécies novas de crustáceos planctônicos, como os copépodes Diaptomus azurea e Diaptomus fluminensis.
   As formações vegetais de Jurubatiba não são encontradas em outros trechos do litoral fluminense. Entre as espécies da flora da restinga de Jurubatiba, encontram-se muitas de valor econômico, além de um importante banco genético com enormes possibilidades para o homem.
   A fauna da região ainda está em estudo. Muitas espécies extintas em outras restingas do estado podem ser encontradas na restinga de Jurubatiba. O local é área de refúgio para muitas espécies, entre elas o papagaio chauá e o sabiá-de-praia
   Das lagoas costeiras dependem várias espécies de aves residentes ou migratórias, como garças, maguaris, carões, socós e gaviões. Além das aves são encontrados animas como a lontra, o jacaré-de-papo-amarelo e o cágado-do-brejo.

   Atualmente a restinga de Jurubatiba é caracterizada também, por concentrar o maior número de pesquisadores em atividade no litoral brasileiro. O grande número de atividades de ensino e pesquisa torna a restinga de Jurubatiba um modelo de gerenciamento ecológico da costa brasileira. Além da sua importância ecológica, o Parque tem grande potencial turístico, cujo plano de ação ainda esta sendo estudado, de acordo com o plano de manejo, elaborado pelo Ibama em parceria com as prefeituras.

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Foto: Romulo Campos 
 

Reserva Biológica União

   Com território cortando os municípios de Macaé, Rio das Ostras e Casimiro de Abreu, a Reserva Biológica União foi criada por Decreto Federal em 22 de abril de 1998. Sua função é assegurar a proteção e a recuperação de remanescentes da Floresta Atlântica e assegurar a proteção de uma das maiores populações de mico-leão-dourado do estado. 
   A área, anteriormente denominada Fazenda União, possui 3.126 hectares, dos quais, 2.368 hectares são de mata bem preservada. Até 1951, a área pertenceu à companhia ferroviária inglesa The Leopoldina Railway Company Limited S/A, que vinha explorando a madeira nativa da região a fim de alimentar as caldeiras das locomotivas a vapor. Nesse ano, todos os bens foram transferidos à União, que os repassou à Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). Após a transformação do sistema das locomotivas - de vapor para óleo - na década de 1940, a companhia promoveu o plantio e o beneficiamento de eucaliptos para ser utilizados como dormentes na linha férrea.
 
   Com a privatização da RFFSA, em 1996, houve a oportunidade de o governo federal concretizar o anseio de instituições científicas, ONGs e conservacionistas nacionais e estrangeiros, que lutavam pela preservação do mico-leão-dourado e seu habitat, destinando a área para a conservação da espécie, que já vinha sendo reintroduzida no local desde 1993. A partir dessa data, foi iniciado o repovoamento da espécie na área, com 43 indivíduos para a então Fazenda União. Atualmente,
a população atinge cerca de 300 micos. 
   Além do mico-leão-dourado, a Reserva abriga outras espécies em extinção, como preguiça-de-coleira, jaguatirica, lontra, surucucu-bico-de-jaca, macaco bugio, jacaré-de-papo-amarelo, entre outras. A Reserva já conta com cerca de 20 projetos de pesquisa.

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